Ontem caiu uma chuva daquelas, bem parecida com a do carnaval. Foram muitas horas de muita água e muitos raios na Estrada do Ribeirão, e na serra toda, é claro.
Hoje de manhã, a triste constatação de que nossa preocupação, nossas solicitações não são infundadas. O enorme desmoronamento que ocorreu ano passado próximo ao portão foi absolutamente ignorado pela prefeitura, apesar de sua cara sinsitra, da altura descomunal, de ser em uma curva, etc.
Pedimos sempre que uma engenharia, uma geotécnica fizesse uma avaliação séria da estrada que está literalmente caindo aos pedaços a cada chuva e, mais uma vez, é a nossa única alternativa para chegarmos em casa e, mais uma vez, outra vez, a via é pública e tem que ser mantida pela prefeitura.
O calçamento da rua exatamente em frente ao desmoronamento acima do portão do qual acabo de falar, hoje estava toda inchada, com fendas enormes, profundas. Se a gente bate o pé com força, o “asfalto” cai no buraco que existe sob uma espécie de capa oca. Quer dizer, a Rua está oca, desmoronando na continuidade do desmoronamento vertiginoso. Por ali passam carros, pessoas, crianças todos os dias, dia e noite, apertados, uma vez que metade da pista já foi abaixo.
Fico imaginando que tipo de solicitação resultará em uma providência imediata e séria. Como já ouvi em algumas solicitações à defesa civil, eles perguntam se há vítimas e como a resposta até hoje, felizmente, sempre foi “não”, ficamos para depois. Será que é preciso que alguém se machuque para que sejamos atendidos?
Receberemos uma visita agendada com a defesa civil na segunda-feira. Mas hoje é sexta e, enquanto isso chove, a estrada está caindo e não temos nem mesmo a orientação de alguém que nos diga se e como devemos passar por ali.
Um dos desmoronamentos desse carnaval, logo abaixo do portão, a cem metros do que falo acima, apareceu hoje sem o revestimento de barro. Toda a terra que estava ali, desceu o precipício, enchendo o rio lá embaixo e rochas pontudas apareceram em seu lugar, dando ao local um visual quase pitoresco, “canions” que nem sabíamos que estavam ali. E é olhando pra eles, com medo que passamos rápido naquele trecho da estrada que tem todo o jeitão de que vai cair levando a estrada de cabo a rabo.
Tudo registrado aqui, na defesa civil e em meus chatos emails que envio ao secretário de obras que nunca respondeu, esperamos que enviem engenheiros para avaliarem seriamente que tipo de doença está acometendo a Estrada do Ribeirão que está se dissolvendo .

Basta um pulo para o asfalto ceder

O asfalto está oco. Debaixo do asfalto a terra está cedendo em direção ao desmoronamento anterior.


O mesmo trecho no dia em que desmoronou com terra aparecendo sob o asfalto. Hoje a terra toda foi lavada e só vemos pedras.